Fim da aventura…

A minha aventura acaba aqui. Ou, na verdade, talvez ela esteja agora a começar. Passei aqui em Paris, 4 dos melhores meses da minha vida. Não saberei dizer ao certo do que gostei mais..Porque houve imensa coisa, e imensas pessoas que, ao longo desta experiência me fizeram sorrir…e hoje, particularmente, chorar. Desejo a todas as pessoas que vão de Erasmus que conheçam um Martino, uma Giovanna, uma Sara, uma Rebecca, um Marco, um Bruno, um Stefan, uma Alex, um Phillipe, uma Marina, uma Aïda, uma Hai Rong.

Todas essa pessoas fizeram com que a minha aventura tenha sido tão especial. Todas elas me ofereceram a sua amizade e o seu carinho, me deram abraços que vou guardar para sempre.

Mas isto não é o fim. É um novo começo. Uma parte de mim mudou e nada será jamais como antes…

Hoje sou  portuguesa, italiana, alemã, iraniana, chinesa, peruviana. Sou cada um deles e delas. Sou tudo isso e muito mais.

Obrigado Paris, por tudo o que me deste.

Ultimo fim de semana.

Ultimo fim de semana da aventura. Que estranho. Pessoalmente, acho que ainda não tenho bem noção que vou deixar isto aqui. É como quando não queremos que uma coisa aconteça e então repetimos para nós mesmos que ela não vai acontecer. E pensamos numa alternativa. Bem, quanto a alternativas, eu não tenho. A UM lá me espera, para mais um semestre…

Balanços? Tal como disse esta semana, a alguém que quis entrevistar-me sobre esta experiência, esta aventura foi sem dúvida, algo de muito enriquecedor…E não só a nível cultural e académico, mas e acima de tudo, a nível humano. Paris será sem dúvida uma das melhores partes da minha vida, junto com todas as pessoas que viveram esta aventura comigo…

..despedidas.

Ontem foi embora o primeiro elemento do grupo. Nunca pensei que me custasse tanto. Mas entre lágrimas e abraços, cruzaram-se promessas de novos reencontros para breve. Porque a verdadeira amizade, a distância não separa.

*

O tempo voa.

Últimas aulas.Trabalhos, frequências. Poucos dias para o Natal.  O ambiente começa a ficar pesado. Já se fala em partidas, em despedidas. Janeiro está próximo. Estou triste. Olhamos uns para os outros já com aquele brilho no olhar, já com aquela expressão de “não quero que isto acabe”. Falta mais de um mês, e parece que já vou embora amanhã..ai.

Bjinho grande*

Estranho

Dou gargalhadas de alegria

…por entre lágrimas de nostalgia.

Ando empenhada

Ás vezes quando olho para este blog fico triste. Sinto, sempre que fecho um post, que metade ficou por dizer. Cada dia passado aqui merece destaque. O problema reside no facto de que, há sempre tanto que contar que me dá a preguiça.

Sei porque me sinto feliz aqui. Em parte, porque consigo fazer uma imensidão de coisas em 24h.  E sempre que me deito, sinto-me realizada. Quando penso na vida que tinha em Braga, sinto que apesar da quantidade de coisas que fazia, podia fazer mais, muito mais. O facto de estarmos sempre no mesmo sítio torna-nos comodistas. Deixamos de nos esforçar seja para o que for. O que é triste. Pelo contrário, quando mudamos de espaço, e quanto mais curto é o tempo nesse mesmo lugar, aí, maior é a nossa tentativa em aproveitar tudo ao máximo. É o que tem acontecido comigo. Paris faz de mim uma pessoa diferente. E gosto da pessoa na qual me estou a tornar. Sinto que me estou a tornar n’alguém de ainda melhor. (Sim, melhor do que eu já sou…nem eu sei como é que isso é possível :D)

Ando empenhada. Tenho-me esforçado imenso para aproveitar cada momento. Tenho o meu tempo bem organizado: tenho tempo para ir às aulas, estudar, passear, saír, etc. E acima de tudo, estou a passar por cima de algo que me aborrece imenso: O Inverno. O que faz com que me sinta ainda mais orgulhosa. A sério, eu sou fantástica. Pronto, já chega. Estou a abusar.

Bjinho grande e abraço apertado cheio de saudades*

Desafio

Bem, depois alguma demora, aqui está a resposta ao desafio lançado pelo meu amigo Phillipe, aqui. No que me diz respeito, ‘a quinta frase da pag. 161 do livro à distância de um braço’ é:

Deve ter um grande montão de lixo referente ao seu passado; descarregue-o.”

in “Coragem, a alegria de viver perigosamente”, Osho (Edições Pergaminho, 2002)